quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Os Homens que Não Amavam as Mulheres



de Stieg Larsson

            Sinopse: Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Quase quarenta anos depois, Henrik Vanger contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet.

            Existem alguns livros cuja leitura parece praticamente obrigatória. A famosíssima Trilogia Millennium, iniciada neste livro, certamente faz parte desse seleto grupo. Tratando de temas fortes, contando com uma investigação que beira a loucura e o sadismo e personagens carismáticas e cativantes, Os Homens que Não Amavam as Mulheres vai te pegar do começo ao fim com absoluta certeza.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O Oceano no Fim do Caminho



de Neil Gaiman

Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Quem já leu algum livro/quadrinho de Neil Gaiman sabe que o autor não precisa de apresentações. Se não leu ainda, faça um favor a si próprio e leia Sandman ou Deuses Americanos. Ou, melhor ainda, leia O Oceano no Fim do Caminho, primeira obra de Gaiman após cinco anos sem lançar livros. É uma daquelas histórias que você vai querer ler e reler para o resto de sua vida, te fazendo relembrar sua infância, deixando-o apreensivo a cada página virada.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Kardec



de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa

            Sinopse: Com prefácio de Marcel Souto Maior, autor do livro “As vidas de Chico Xavier”, da editora LeYa Brasil, Kardec é uma ficção histórica em quadrinhos. A obra transporta o leitor para a França do século XIX, onde as ideias metafísicas borbulhavam, e acompanha Hippolyte Léon Denizard Rivail durante sua busca por respostas sobre a existência humana. O livro acompanha a investigação de Rival, então pedagogo e estudioso do eletromagnetismo, dos fenômenos sobrenaturais, vividos nas reuniões de “mesas girantes”, em que objetos inexplicavelmente se moviam até tornar-se Allan Kardec, o codificador do espiritismo, psicógrafo e principal divulgador da doutrina do espiritismo. Conheça onde tudo começou.

            Nunca escrevi uma biografia (sequer sou fã, para ser sincero), mas imagino o quão difícil deve ser escrever uma. Uma biografia em quadrinhos, pela lógica, deve ser ainda mais difícil: a escolha certa do traço, quais momentos retratar, a falta de espaço para desenvolver a trama – convenhamos, histórias em quadrinhos ainda são materiais difíceis de lançar no Brasil. E chegamos a Kardec, bela obra de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa que conta o começo do Espiritismo.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Beladona



de Ana Recalde e Denis Mello

            Sinopse: A HQ conta a história de Samantha, uma menina assombrada por sonhos terríveis. A história se passa em dois mundos: Primeiro o mundo real e o segundo, e que na verdade é onde se passa a maior parte de nossa história: um mundo dos pesadelos’. Nesse mundo dos pesadelos, Samantha é perseguida constantemente por espíritos que a atormentam e que claramente desejam seu mal, mas isso tudo tem um propósito sinistro e que a levará a uma jornada com momentos de superação, descoberta, euforia, depressão e violência.

            Já há algum tempo os quadrinhos nacionais têm passado por uma verdadeira revolução: ganhando mais espaço, conquistando cada vez mais leitores, mostrando sua força no competitivo mercado literário. Como um fã de quadrinhos, acho isso ótimo! E de todos os quadrinhos nacionais que li (não tantos quanto eu gostaria, admito), Beladona é com certeza o melhor e mais bonito.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Jogador Nº 1



de Ernest Cline

            Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

            Jogador Nº 1 é um daqueles livros que parecem ter saído diretamente dos anos 1980 e feitos para serem dirigidos por Steven Spielberg – justamente o diretor responsável por transpor esta obra para as telas do cinema em breve. E um livro divertidíssimo, cheio de referências à cultura pop, pronto para lhe fisgar do começo ao fim. Prepare-se antes de ler este livro, porque uma vez que a leitura se inicie, não vai conseguir parar até terminar. E após terminar, vai querer ler ainda mais.

domingo, 18 de setembro de 2016

Perdido em Marte


de Andy Weir

            Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

            Ficção científica é um gênero interessante. Normalmente, ao pensar em ficção científica, logo nos vem à mente alienígenas e robôs. Mas eis que surge, então, uma história diferente de todas as outras, pautada o máximo possível na realidade e tratando das dificuldades de um homem perdido em Marte, enquanto outros na Terra tentam salvá-lo. Esse é o enredo simples, ainda que arrebatador, de Perdido em marte.

domingo, 11 de setembro de 2016

Verossimilhança

           Muito se fala sobre verossimilhança, tanto na literatura quanto no cinema, porém nem todos entendem realmente o que é verossimilhança. Verossímil é aquilo que se assemelha à realidade, porém, na literatura, existem dois tipos de verossimilhança: externa e interna, e explicarei ambas neste artigo.
            Verossimilhança externa, na literatura, trata dos livros que se assemelham à nossa realidade. São livros que se propõem a emular ao máximo a vida real, sem a adição de fatos inverossímeis.